21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down

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A síndrome de Down ocorre quando, ao invés da pessoa nascer com duas cópias do cromossomo 21, ela nasce com 3 cópias, ou seja, um cromossomo número 21 a mais em todas as células. Isso é uma ocorrência genética e não uma doença. As pessoas com síndrome de Down estudam, trabalham e convivem com todos. Infelizmente, a falta de conhecimento nos leva à preconceitos que precisam ser mudados e conclusões que precisam ser revistas.

Para marcar esse dia, eu gostaria de compartilhar com vocês um texto do Marcos Eduardo Maestri, que foi meu colega de estágio há muitos anos, e sempre falou de forma muito especial sobre a síndrome e compartilha carinhosamente a experiência que teve com o irmão especial.



"Quem não gostaria de poder conviver com alguém que te ama de verdade, que demonstre seu carinho através de muitos beijos e abraços, sempre expressando seu amor de maneira transparente e sem reservas? A ciência descobriu um cromossomo que permite que as pessoas sejam assim especiais. Infelizmente, ele não existe em todos, pois somente quem tem Síndrome de Down possuí esse cromossomo a mais. No dia 21 de março celebramos o dia internacional em homenagem a eles. 
A descoberta não é recente. Faz muito tempo que convivemos com especiais ao nosso redor. Porém, ainda existe muita falta de informação, o que as vezes se traduz em pena, medo ou preconceito. Como é fácil perceber, o preconceito geralmente está relacionado com a falta de conhecimento. 
Quando temos a oportunidade de ter contato com alguém especial, percebemos o grande efeito que provoca esse cromossomo extra. São pessoas essencialmente felizes, que não se deixam abater e jamais perdem sua capacidade de ver o lado bom da vida. Precisam de muito pouco para sorrir, pois encontram em coisas simples as mais complexas fontes de alegria.
Podem existir momentos que duvidamos da capacidade deles de realizarem muitas tarefas. Nada dá mais prazer a um especial do que romper as barreiras e os limites por vezes impostas a eles. Tudo que precisam é de uma oportunidade e um ambiente seguro para provarem sua capacidade, uma porta que toda sociedade precisa trabalhar para manter constantemente aberta.
Ano passado tive que me despedir do meu irmão André, que tinha esse cromossomo a mais. As vezes os especiais nos deixam mais cedo. Ficou para sempre uma certeza: de que pude conviver com um mestre na arte de viver. Meu irmão me ensinou a ver o mundo de um modo diferente com a paciência que todo especial têm; afinal, eles sempre sabem que nós temos um cromossomo a menos."
Texto publicado originalmente no Facebook em 21/03/2015.
Especial, definitivamente, é a palavra certa!

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